Seminário contribuirá para integração do Judiciário no continente americano

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O vice-presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Ayres Britto, destacou, neste domingo (28/11), ao abrir o VIII Seminário de Gestão Judicial, em Brasília, que o evento permite discutir as melhores práticas jurídicas para o aprimoramento da prestação jurisdicional no continente americano. “É uma oportunidade de integração entre o Judiciário nas Américas”, destacou o ministro. O seminário, que reúne até terça-feira (30/11), no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília (DF), 82 representantes das cortes supremas de 15 países, é uma iniciativa do CNJ e do Centro de Estudos de Justiça das América (CEJA).

O vice-presidente do CNJ destacou a importância de compatibilizar o exercício da boa magistratura com a gestão judicial dos processos, “expressando os princípios republicanos e os resultados que a sociedade espera do Judiciário”.

Durante a abertura do seminário, a corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, lembrou aos quase 500 participantes do evento que o Brasil inaugurou uma nova forma de gestão com a criação do CNJ há cinco anos. “Nosso Judiciário é complexo, são 91 tribunais e cerca de 16 mil magistrados, por isso precisamos de uma gestão judicial eficiente”, destacou a corregedora.

O diretor executivo do Centro de Estudos de Justiça das Américas (CEJA), Cristian Riego, disse que “o Judiciário brasileiro é um exemplo para todas as Cortes Supremas, pelos seus avanços, inovações e boas praticas jurídicas”. “Temos absoluta certeza de que aprenderemos muito”, concluiu o diretor

Planejamento estratégico – Nesta segunda-feira (29/11), representantes do Brasil, Espanha e Costa Rica destacaram a importância do planejamento estratégico e tecnológico nas Cortes das Américas.  O conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Ives Gandra, relatou que conseguiu reduzir significativamente o número de processos em seu gabinete no Tribunal Superior do Trabalho (TST), após definir estratégias de ação para a equipe. 

Gandra, que é ministro do TST desde 1999, relatou que ao assumir suas funções havia um estoque de mais de 10 mil processos pendentes de julgamento. Ao longo dos últimos 11 anos – depois de definir um plano estratégico de atuação para seu gabinete – foram julgados 165 mil processos e hoje o estoque de ações pendentes não passa de 400.

Também na manhã desta segunda-feira (29/11) o presidente da Suprema Corte de Justiça da Costa Rica, Luis Paulino Mora, e o diretor geral de modernização de justiça do Ministério da Justiça da Espanha, José de la Mata, proferiram palestra no seminário. Os participantes falaram sobre as práticas adotadas no Judiciário de seus países e destacaram a importância do planejamento estratégico e tecnológico para o aprimoramento dos serviços.

Beneti Nascimento/Mariana Braga

Agencia de Noticias CNJ