.
Início do cabeçalho
.

Início do conteúdo

Início do conteúdo
O projeto é desenvolvido há cerca de dois anos pelo juiz Antônio Carlos Sousa- Foto: TJMT
O projeto é desenvolvido há cerca de dois anos pelo juiz Antônio Carlos Sousa- Foto: TJMT

Os primeiros blocos de concreto produzidos pelos reeducandos da cadeia pública de Comodoro ficaram prontos na última sexta-feira (12 de julho), marcando o início de uma nova fase do projeto “Caminho da Liberdade”, idealizado e desenvolvido há cerca de dois anos pelo juiz da Segunda Vara Criminal da comarca, Antônio Carlos Sousa Júnior. “Nosso objetivo é construir uma sala dentro da unidade para que os reeducandos tenham aula do ensino fundamental”, afirma o magistrado. do Tribunal de Justiça do Mato Grosso.

O equipamento para fabricação de blocos e bloquetes de concreto foi adquirido com recursos da Conta Única da Comarca de Comodoro, administrada pelo Conselho da Comunidade, formado pelo presidente, Marco Antonio Zimermnn, pelo juiz da Primeira Vara Cível da Comarca, Marcelo Souza Melo, promotores de Justiça Luiz Eduardo Martins Jacob Filho e Felipe Augusto Ribeiro de Oliveira, diretor da cadeia, Paulo Sérgio Alves, e o magistrado idealizador do projeto.

O equipamento tem capacidade para fabricar 1.000 blocos por dia e o material necessário (areia, pedra e cimento) é adquirido pelo Conselho da Comunidade. “Os recursos são provenientes de penas pecuniárias aplicadas a infratores da comarca. Além disso, temos uma horta no projeto que também auxilia na captação de recursos para esta conta. Futuramente a fabricação dos blocos e bloquetes poderá contribuir para este fundo”, planeja Antônio Carlos. “Nossa ideia é produzir material para serem usados nas ruas sem pavimentação do município, em parceria com a prefeitura.”

De acordo com o juiz, a cadeia pública possui 100 reeducandos e, desses, 20, que já foram apenados e apresentam bom comportamento, participam das atividades que ocorrem dentro e fora da cadeia por meio de parcerias. “Quando cheguei não havia nenhuma ação voltada para a recuperação dos reeducandos e qualificação da mão de obra. Começamos pela horta, uma maneira mais fácil de o projeto começar. A produção já rendeu bons frutos e agora pudemos avançar com essa nova frente de trabalho”, completa o juiz.

O magistrado acredita na ressocialização dos detentos através da oportunidade de trabalho e ao longo do tempo, quando atuou na Comarca de São José dos Quatro Marcos, implementou esse tipo de atividade e percebeu a redução da reincidência. “A punição pela punição é injusta. Com a qualificação da mão de obra, eles saem da cadeia com outra perspectiva, tendo oportunidade de ser recolocado no mercado de trabalho”, acredita.

Com os recursos da Conta Única, o Conselho da Comunidade já contratou profissionais de saúde que atendem os detentos na unidade quinzenalmente, como médico, dentista e uma psicóloga.   


Tópicos: TJMT,Ressociliazação,sistema carcerário e execução penal