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Campo Grande, cidade escolhida, detém cerca de 10% dos casos registrados no estado (Felipe Cavalcanti/TJRJ)
Campo Grande, cidade escolhida, detém cerca de 10% dos casos registrados no estado (Felipe Cavalcanti/TJRJ)

Um novo espaço humanitário e acolhedor. Assim foi definida a Sala Lilás inaugurada nesta segunda-feira, dia 10, no Instituto Médico Legal de Campo Grande, na Zona Oeste da cidade. É a segunda unidade no estado. A inauguração faz parte de um projeto da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (COEM) do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) de estender a rede de proteção às mulheres. A inciativa tem a parceria do Governo Estadual do Rio de Janeiro, por intermédio da Secretaria Estadual de Saúde,da Secretaria Estadual de Segurança Pública/Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e da instituição RioSolidario, e do Município do Rio de Janeiro, por intermédio da Secretaria Municipal de Saúde.

A região escolhida tem recebido atenção especial do TJRJ. Das 446 notificações de violência doméstica registradas na cidade do Rio de Janeiro até setembro, 41 atendimentos foram em Campo Grande. A coordenadora da COEM, desembargadora Suely Lopes Magalhães, destacou a importância de aprimorar a rede de atendimento às mulheres em situação de risco.

“A Sala Lilás é política e humanamente correta. O que nos interessa é proteger as mulheres, mostrar que nos importamos com seus problemas e que a gente construa um sistema no qual elas confiem e se sintam seguras em denunciar as agressões”, afirmou.

A sala contém uma maca ginecológica para atendimento, quadros com informações de leis, artigos e dispositivos sobre o atendimento às vítimas, cartilhas com a Lei Maria da Penha e espaços elaborados especificamente para o atendimento às crianças. A primeira vice-presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargadora Elizabete Filizzola Assunção, exaltou o trabalho da equipe técnica do local.

“Quando a pessoa chega aqui, ela vem doída, ferida e machucada, não só fisicamente. O trabalho dos psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais é fazer com que elas saiam daqui melhores do que entraram. É um trabalho feito com muito amor para devolver a dignidade a elas”, disse.

A primeira-dama do estado do Rio de Janeiro e presidente do RioSolidario, Maria Lúcia Horta Jardim, destacou que as parcerias entre órgãos públicos, instituições privadas e grupos da sociedade civil é fundamental para garantir o respeito aos Direitos fundamentais.

“A obrigação do poder público é acolher e dar dignidade às vítimas de violência. No pior momento para um ser humano, a gente precisa fazer a diferença e contornar a situação adversa. O trabalho fica mais fácil quando a sociedade tem a sensibilidade para se unir”, afirmou.

O diretor do Instituto Médico Legal, Felipe Peres, comemorou a instalação da Sala Lilás em Campo Grande. Para ele, o atendimento diferenciado, pautado pelo zelo e respeito, facilita o trabalho dos delegados na investigação dos casos.

“A vítima costuma chegar muito nervosa, alterada e o ambiente duro de uma delegacia também pesa para que ela não se sinta confortável. Uma das vantagens da Sala Lilás é tranquilizar a mulher para que todo o acompanhamento do caso seja feito de forma mais clara e eficaz”, opinou.

Também participaram da cerimônia a juíza Yedda Ching San Filizzola Assunção, a secretária municipal de Saúde, Ana Beatriz Buch Araújo, a superintendente de Atenção Básica da Secretaria de Estado de Saúde, Thaís Severino, entre outras autoridades.

Fonte: TJRJ


Tópicos: Lei Maria da Penha,violência contra a mulher

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