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A primeira experiência do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) com teletrabalho foi bem sucedida e a Escola de Aperfeiçoamento do Servidor iniciará ainda neste mês curso de capacitação para nova turma de interessados na modalidade.

O relatório final apresentado pela Divisão de Gestão de Pessoas após acompanhamento da fase experimental do teletrabalho concluiu ser viável a implementação do teletrabalho, em caráter permanente, no Poder Judiciário Amazonense.
O edital de inscrições para novos integrantes do programa foi disponibilizado no Diário da Justiça Eletrônico de 26 de dezembro de 2017; já a capacitação será oferecida trimestralmente neste ano e é obrigatória ao teletrabalhador e ao seu gestor.
Instituído pela resolução nº 4/2017, o Programa Experimental de Teletrabalho foi realizado de 18 de setembro a 14 de dezembro de 2017. Após seu término, relatório sobre as atividades foram encaminhadas à Presidência do TJAM, apresentando as ações de organização e preparação para o início do teletrabalho, como a seleção dos teletrabalhadores; definição da mensuração das metas e produtividade; preparação dos servidores inscritos para o teletrabalho, seus gestores e demais interessados; análise do s dados coletados via questionários periódicos, entrevistas mensais e encontros com os teletrabalhadores e seus gestores.
Acompanhamento
Uma equipe multidisciplinar do TJAM orientou e acompanhou os teletrabalhadores durante todo o programa experimental nas áreas administrativa e de tecnologia da informação, no acompanhamento psicossocial e acompanhamento da saúde. Para o acompanhamento dos teletrabalhadores a equipe contou com a participação dos gestores de cada servidor.
No total, sete servidores participaram da experiência, os quais têm de 24 a 45 anos de idade. O perfil da maior parte dos servidores que se inscreveram no projeto piloto é de pessoas disciplinadas, adaptativas, que preferem o trabalho individual ao em grupo, perfeccionistas, com tendência ao papel de líder, curiosos, que já demonstravam interesse na modalidade de teletrabalho, pois já buscavam informações sobre esta modalidade realizada em outras instituições do país, aponta o relatório.
Segundo o relatório, no início do programa os gestores preencheram formulário descrevendo todas as atividades a serem desenvolvidas pelo servidor em trabalho remoto; a produtividade média da equipe; e a produtividade a ser alcançada pelo teletrabalhador (20% acima da produtividade mensal em relação aos servidores presenciais que desempenham as mesmas tarefas).
Pela resolução que instituiu o teletrabalho, é de responsabilidade do servidor providenciar e manter às suas expensas, a estrutura física e tecnológica necessárias à realização do teletrabalho. À Divisão de Tecnologia da Informação e Comunicação cabe viabilizar o acesso remoto e controlado dos servidores em regime de teletrabalho, como também dar suporte para a solução de problemas relacionados ao acesso e ao funcionamento dos sistemas institucionais. Essa assistência ocorreu em diversos momentos, principalmente nas primeiras semanas da experiência, para sanar dificuldades no acesso ao SAJ web, certificado digital, SAJ SG5, publicação no Diário da Justiça Eletrônico e Malote Digital.
Os participantes também responderam a questionário quantitativo e qualitativo sobre produtividade, qualidade do trabalho e qualidade de vida, tecnologia utilizada e relatos da experiência, abordando: satisfação pessoal, familiar e profissional; aspectos comportamentais; saúde física; aspectos da tecnologia da informação; produtividade e aspectos relacionados ao trabalho; considerações úteis para o projeto; e frase que representa o sentimento pela participação no projeto.
Nas observações do relatório sobre o projeto piloto, sobre o gerenciamento do tempo e rotina, os teletrabalhadores apontaram como benefício a possibilidade de realizar ajustes nos seus horários de trabalho, principalmente podendo compensar, a qualquer tempo, os horários em que preferiam dedicar-se aos assuntos particulares.
A flexibilidade de horário foi um fator relevante e que contribuiu para o bem estar destes servidores na realização do trabalho remoto, segundo o documento. “Pelos relatos, percebeu-se que a maioria optou em manter o turno de trabalho habitual do TJAM para facilitar a comunicação com gestores e equipe presencial, entretanto se mostraram satisfeitos com a possibilidade de fracionamento do trabalho em períodos menores e em turnos distintos, facilitando a interação entre a dedicação ao trabalho e à família”, segundo trecho do relatório da Divisão de Gestão de Pessoas.
Outro aspecto observado no documento é da identificação pelos teletrabalhadores da necessidade de planejamento e organização, e da disposição para realizar uma nova rotina, a fim de manter a qualidade do trabalho e atingimento das metas. Quanto à carga de trabalho, os teletrabalhadores não relataram aumento de suas atividades. “Todos mostraram-se satisfeitos com as metas estabelecidas, mesmo com o acréscimo de 20% a mais em suas produtividades. Os teletrabalhadores citaram que foi possível equilibrar esse aumento da carga com a flexibilidade dos horários de trabalho”, diz o relatório.
Durante o acompanhamento no período experimental, os questionários levantaram o grau de satisfação da vida pessoal e familiar dos servidores, e a maioria demonstrou muita satisfação com o contexto familiar e pessoal, tanto antes quanto após o início do projeto.
A maioria dos servidores e gestores participantes aderiram às atividades necessárias para o desenvolvimento do projeto em todas as suas etapas, contribuindo significativamente para o sucesso dos resultados. “Percebe-se, assim, de suma importância a orientação aos gestores que terão servidores em teletrabalho, para que possam conduzir e acompanhar o trabalho e as demandas diferentes daquelas verificadas no trabalho presencial”, observa a equipe de acompanhamento dos trabalhos no relatório.

Fonte: TJAM


Tópicos: teletrabalho

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