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Foto premiada no 16ª Conbrascom – Comissão do CNJ visita Penitenciária Agrícola de Monte Cristo em Roraima. FOTO: Luiz Silveira/Agência CNJ
Foto premiada no 16ª Conbrascom – Comissão do CNJ visita Penitenciária Agrícola de Monte Cristo em Roraima. FOTO: Luiz Silveira/Agência CNJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi vencedor em três categorias do 16º Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça (Conbrascom) 2018, em resultado anunciado em Cuiabá/ MT na sexta-feira (22/6). Na categoria Reportagem de TV, a instituição ficou em primeiro lugar com a matéria “Mulheres agredidas têm média salarial abaixo da média no Nordeste”, veiculada no programa Link CNJ, na TV Justiça.

 

 

 

O programa Link CNJ estreou em novembro de 2017, com o objetivo de mostrar ao telespectador o que é e o que faz o CNJ. Divulga as principais decisões dos conselheiros, além das campanhas e de conteúdos que fazem do CNJ "a Justiça da Justiça". 

A matéria que venceu o Prêmio Conbrascom 2018 explorou uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Ceará (UFC), em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres, onde revela que as mulheres agredidas no Nordeste têm menor rendimento no trabalho e a mais baixa média salarial do País. As cidades de maior violência contra a mulher no Nordeste são as capitais Salvador/BA, Natal/RN e Forlaleza/CE.

Mais de 90% das agressões são enquadradas como violência doméstica e cometidas pelo parceiro ou ex-parceiro da vítima. As mulheres negras representam a maioria das vítimas – entre aquelas que sofreram agressão durante a gravidez, 77% são negras.

O estudo da UFC aborda, ainda, o impacto da violência no mercado de trabalho: 23% das mulheres pesquisadas recusaram ou desistiram de uma oportunidade de emprego porque o parceiro era contra. As mulheres relataram aos pesquisadores uma menor capacidade de concentração, bem como de dormir bem e tomar decisões.

A matéria do Link CNJ destacou as campanhas realizadas pelo Conselho para o combate a este tipo de violência. A Semana Paz em casa, que neste ano ocorrerá entre os dias 20 e 24 de agosto, tem como objetivo acelerar a prestação jurisdicional de casos de violência doméstica e familiar. Tramitam no Judiciário brasileiro cerca de 900 mil processos desse tipo. A semana ocorre em todos os tribunais do país e está em sua 11ª edição.

Outros prêmios

Na categoria Mídia Social, o projeto “#AdotarÉamor: o twittaço do bem que entrou em campo com o Corinthians e conquistou o Brasil”, realizado pela Agência CNJ de Notícias, ficou em segundo lugar no concurso da Conbrascom.

No Dia Nacional da Adoção, celebrado em 25 de maio, às 10 horas da manhã, o CNJ liderou um tuitaço para dar visibilidade a essa importante causa e convidou todos os tribunais e órgãos do Judiciário a inundar o Twitter com mensagens a favor da adoção. A campanha digital do CNJ foi o assunto mais comentado (Trending Topic) do Twitter em todo Brasil, atrás apenas da crise provocada pela greve dos caminhoneiros.

Durante cinco horas ininterruptas, mais de 111 milhões de pessoas, o equivalente a mais da metade da população brasileira, foram alcançadas por tuítes que tinham a hashtag #AdotarÉamor, que é a marca da campanha do CNJ nas redes sociais. Cerca de 1,9 mil tuítes foram publicados em favor da ação de estímulo à adoção até o fim da tarde do dia 25 de maio. Confira aqui o relatório com os números da campanha. 

Entre as figuras públicas que aderiram à mobilização estão as cantoras Daniela Mercury, que divulgou o Cadastro Nacional de Adoção (CNA) para possíveis interessados em adotar um(a) filho(a). A cantora é mãe de três filhas adotivas desde 2012.

Já na categoria “Fotografia”, o CNJ venceu o terceiro lugar com o projeto “Visita do CNJ à Presídio em Roraima após massacre”. A foto premiada, de autoria do fotógrafo da Agência CNJ de Notícias Luiz Silveira, foi feita durante visita comissão do CNJ a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo em Boa Vista/RR, em 17 de maio de 2017.

Restos de comida espalhados pelo chão, goteiras, falta de energia, prédios caindo aos pedaços, presos amontoados em celas apertadas, esgoto correndo a céu aberto e um cheiro pútrido que toma conta do ambiente. Esse foi o cenário com que os integrantes do Grupo Especial de Monitoramento e Fiscalização (GEMF), criado pelo CNJ para apurar os crimes ocorridos no sistema prisional da Região Norte. Veja aqui matéria sobre a visita, feita pela repórter Thaís Cieglinski.

Acesse aqui ao álbum de fotos da visita ao presídio de Roraima.

 

 

Luiza Fariello

Agência CNJ de Notícias

 

 


Tópicos: acesso à justiça,violência contra a mulher,link CNJ