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CNJ torna disponível aos tribunais do País as orientações para a formulação das Metas do Judiciário de 2019.  FOTO: Gláucio Dettmar
CNJ torna disponível aos tribunais do País as orientações para a formulação das Metas do Judiciário de 2019. FOTO: Gláucio Dettmar

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) torna disponível aos tribunais do País, a partir de agora, as orientações para a formulação das Metas Nacionais do Poder Judiciário para 2019.       

As metas foram traçadas pela primeira vez em 2009 e representam o compromisso dos órgãos da Justiça com a prestação de serviços jurisdicionais mais eficientes e céleres à sociedade.     

Para dar início ao processo, o CNJ publicou, em seu portal, o Caderno de Orientações "Formulação das Metas Nacionais do Poder Judiciário – 2019", apresentando os procedimentos e o cronograma de execução que irão nortear os trabalhos ao longo do ano. Na sequência das ações e a partir da consulta ao Caderno de Orientações, o Conselho fará em maio várias videoconferências direcionadas aos coordenadores dos Comitês Gestores de cada segmento da Justiça e destinadas a reforçar os procedimentos. [Confira as demais etapas das atividades no infográfico.] 

O CNJ destaca que as Metas Nacionais contribuem para impulsionar a gestão dos tribunais, auxiliando os órgãos da Justiça a aperfeiçoar a execução dos serviços jurisdicionais. Nesse processo de formulação, os normativos que vão orientar as ações são a Portaria CNJ n. 114, que estabelece as diretrizes do processo participativo, e a Resolução CNJ n. 221, que institui princípios de gestão participativa e democrática.

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 Metas 2018       

Neste ano, os tribunais trabalham com oito Metas Nacionais do Poder Judiciário. A meta 1 estabelece que se deve julgar mais processos que o número de processos distribuídos. A meta 2 trata do esforço em julgar processos mais antigos, já a meta 3 visa aumentar os casos solucionados por conciliação (Justiça Federal e Justiça do Trabalho).   

Na sequência, a meta 4 trata da priorização do julgamento de processos relativos à corrupção e improbidade administrativa, a meta 5 visa impulsionar processos à execução (Justiça Estadual, Justiça Federal e Justiça do Trabalho).   

As metas 6 e 7 tratam, respectivamente, da priorização do julgamento de ações coletivas e da priorização do julgamento dos processos dos maiores litigantes e dos recursos repetitivos. Por fim, a meta 8 trata do fortalecimento da rede de enfrentamento à violência doméstica contra as mulheres (Justiça Estadual).

Resultados de 2017          

O efeito prático das metas do Judiciário é visível. Dados sobre o cumprimento das Metas Nacionais de 2017 indicam que, pela primeira vez nos últimos anos, o número de processos julgados foi maior do que o número de processos distribuídos no Poder Judiciário.  

No ano passado, conforme informações extraídas do Sistema de Metas Nacionais, foram distribuídos 19.803.441 processos e julgados 20.737.514 no Judiciário, representando 104,72% de cumprimento da Meta 1.   

É preciso lembrar, entretanto, que a forma de contabilização das metas segue critérios diferentes dos fixados pela publicação “Justiça em Números”, como, por exemplo, o fato de a meta 1 considerar processos de conhecimento e não processos de execução.


Confira a íntegra do Caderno de Orientações “Formulação das Metas Nacionais do Poder Judiciário – 2019” 


Luciana Otoni 

Agência CNJ de Notícias


Tópicos: metas nacionais ,ministra Cármen Lúcia ,Metas do Judiciário

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