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A maior parte das pessoas interessadas em adotar mora na Região Sudeste do país, são casadas, tem renda superior a três salários mínimos e nunca teve filhos. É o que revela dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), criado e mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para tornar mais ágil os procedimentos de adoção e possibilitar a criação de políticas na área, ao mapear, unificar e padronizar as informações de todo o Brasil sobre pretendentes e crianças disponíveis.
Os dados são do final do mês de maio e tratam especificamente do perfil dos pretendentes inscritos, que chegam a 26.938 em todo o país. Com relação à renda, por exemplo, o cadastro mostra que 6.379 do total de pessoas interessadas em adotar uma criança ganham de três a cinco salários mínimos.

Pretendentes com renda a partir de cinco até 10 salários aparecem em segundo lugar, em um total de 5.784. Na sequência, vêm aqueles que ganham entre dois e três salários mínimos (4.005 pessoas no total) e entre um e dois salários (3.332).

Segundo o Cadastro Nacional de Adoção, a maior parte dos pretendentes tem entre 41 e 50 anos de idade, em um total de 10.538. O segundo maior grupo concentra-se entre 31 e 40 anos, com um total de 7.865 pessoas. Pretendentes com idade superior a 61 anos ficam em terceiro lugar no ranking: somam 4.173 no total. 

De acordo com a consulta, a  maioria dos interessados em adotar não tem filhos. Dos inscritos, apenas 6.566 têm filhos biológicos e outros 2.776 possuem filhos adotivos.

A região que mais concentra pretendentes é a Sudeste, com 12.669 pessoas cadastradas. Em seguida, encontram-se as regiões Sul (com 10.662 inscritos no CNA), Centro-Oeste (1.721), Nordeste (1.009) e Norte (490). No recorte por estados, São Paulo lidera a lista dos estados com o maior número de pessoas interessadas em adotar: são 6.948 no total.

Dos cadastrados, 21.771 são casados. Pessoas que vivem em união estável são 1.986. Divorciados chegam a 484 e separados judicialmente a 199. Solteiros somam 2.300.

Dados do Cadastro Nacional de Adoção mostram que o número de pretendentes é quase seis vezes maior que o de crianças e adolescentes disponíveis. Atualmente o número de crianças disponíveis para a adoção é de 4.583.

Giselle Souza
Agência CNJ de Notícias